fecho os olhos e estou no que em tempos foi o nosso abrigo . aquele velho caminho na cortada á esquerda da avenida . não há muita gente que conheça a entrada , como tu sabes tão bem está escondida por uns pequenos arbustos , não suficientemente grandes para a esconder por completo mas o simples facto das pessoas estarem demasiado ocupádas para reparar em pequenos promenores faz com que seja uma parte desconhecida da cidade .
não estás lá , o que não é uma surpresa . por isso caminho sózinha , aprecio o coro dos passaros , o verde das árvores a contrastar com o castanho da terra . não sinto frio nem calor, está ameno , e como não encontro nem uma flor por entre toda aquela vegetação parece- me ser outono . porquê outono ? o fechar dos meus olhos podia ter escolhido qualquer outra estação , não é verdade ? podia - me ter trazido o barulho da chuva , ou a luz do sol a queimar - me a pele , porquê o outono ? acabei por não dar muita importância ao assunto , continuei a andar , por vezes assustava - me com o barulho que os meus pés faziam ao pisar as folhas secas que cobriam o chão outras ria- me sózinha com os difrentes tons que um simples pisar de folhas poderia fazer .
resolvi parar junto á arvore com que eu mais nos identificava , lembras- te das horas que passávamos encostados ao seu velho e duro tronco ? conseguíamos estar horas e horas a olharmo- nos nos olhos sem nunca nos cansarmos . sentei- me também com a árvore a servir- me de apoio e respirei fundo . cheirava a alfazema , nunca antes tinha reparado . acho que devia estar demasiado preocupada em manter o meu coração calmo para que este não me denuncia- se ao pé de ti, ou então estava mais preocupada em adptar- me ao teu perfume , sim era capaz de ter sido apenas isso .
derrepente, um barulho despertou a minha atenção , eram as folhas secas, alguém as pisava e não era eu desta vez . olhei em volta, direita, esquerda, frente. quem quer que fosse estava atrás de mim, não sabia a quanta distância, nem sequer se iria ter tempo para fugir se fosse alguém com más intenções, mas , ainda a medo olhei . eras tu , estavas a centimetros de distância , conseguia sentir a tua respiração, e o cheiro a alfazema tinha desaparecido , o teu perfume voltou a apoderar- se de mim , e esforçei- me por manter o coração nos limites .
tentas- te abraçar- me e eu disse " não " , as lágrimas começaram a cair mas não importava, já me tinhas visto a chorar antes , voltei a repetir " NÃO , VAI EMBORA . " pedis- te desculpa e esticaste- me a mão, parecias sincero , mas não. não podia , não podia deixar- me ir outra vez , não queria sofrer mais,
acalmei- me e disse calmamente " segue sem mim , sei que não é dificil para ti e para mim é o melhor. de mim não vais roubar mais nenhum beijo , não vais segurar mais a minha mão e dizer que ficas para sempre, não vais ouvir mais um amo- te . não vais . "
fugi a correr , não queria fracassar e correr para os teus braços, corri, corri o mais rápido que pude até chegar á saída . e no final sorri, tinha conseguido .
ó |:
ResponderEliminaramei :| está mesmo lindo $:
obigada maianinha $:
ResponderEliminareste texto está completamente fantástico e lindo o:
ResponderEliminarobrigada vaquinha mé- mé da eu $:
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